quinta-feira, 19 de julho de 2012

Frutas From India

Na Índia a manga é o fruto nacional. Está sempre omnipresente. Faz sentido, pois a origem deste fruto é o sul e sudeste asiático.
São divinais e para além de comidas ao natural, são muito usadas na elaboração do lassi de manga, a mais famosa bebida indiana.

Fatehpur Sikri







Old Delhi

 
As bananas, papaias e melâncias também estão muito presentes.
Varanasi

Assim como os limões, que são aproveitados para fazer sumos. Têm um ar apetitoso mas a prudência ocidental dita que não façamos uma incursão por estes sabores. Afinal que garantias temos sobre a água usada. É uma pena...







Varanasi

Outra fruta muito comum mas usada para outros fins que não apenas os gastronómicos é o coco.
Quebrar um coco em templos hindus - especialmente os dedicados ao Ganesh - e antes de eventos auspiciosos e novos começos é considerado muito positivo no hinduísmo.
A razão desta oferenda é que os hindus acreditam que é a coisa mais pura que um ser humano pode oferecer a uma divindade. Pelo facto de a polpa estar protegida pela casca dura é tido como algo não adulterado.
A quebra do coco simboliza a ruptura do ego. O coco representa o corpo humano, e quebrando o "aham" ou o ego simbolicamente há uma total entrega e fusão com o Brahman e perante o Senhor Ganesh é quebrada a alma suprema. 
Depois de partido, o coco, é distribuido como "prasad"(alimento abençoado).

Especiarias from India

Quando pensamos na Índia ocorre-nos logo a palavra especiarias.
Caril, açafrão, pimenta, gengibre, noz moscada, cominho, anis, baunilha, ...  e muitas outras.
Cruzámo-nos com elas. Delirámos com a explosão de cores nos mercados de rua, treinámos o olfacto e testámos o paladar.
Intenso. É a palavra de ordem. Mas a palavra fantástico está também sempre presente.
E diversidade também é uma constante. Nos mercados de especiarias estão também presentes inúmeras qualidades de frutos secos.

Old Delhi


Agra

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mostra de Paço de Arcos

Decorreu no último fim-de-semana de Junho a terceira edição da Mostra Gastronómica no Centro Histórico de Paço de Arcos.
Esta iniciativa, co-organizada pela Câmara Municipal de Oeiras e a Associação Comercial e Empresarial dos Concelhos de Oeiras e Amadora, insere-se no âmbito das acções de requalificação dos Centros Históricos.
Estiveram presentes na Rua Costa Pinto - encerrada ao trânsito para o efeito - alguns dos melhores restaurantes do núcleo histórico de Paço de Arcos, nomeadamente Os Arcos, Casa Galega, Casa da Dízima, Patio Antico, Gaijin Sushi Bar, Asiático, pastelaria Oceânia e Confraria de Enófilos do Vinho de Carcavelos.
 
A nossa incursão gastronómica iniciou-se com uns bombons crocantes de farinheira de porco preto, grelos e batata doce e uns pastéis de Caranguejo Real e Sapateira sobre maionese de manga e folhagem da Casa da Dízima.
Demos seguimento com um arroz de pato e uma açorda de gambas do restaurante Os Arcos. Continuámos com uma paella da Casa Galega e com umas gambas al allijo de Os Arcos.
E finalizámos com duas sobremesas da Casa Dízima, terrina de chocolate negro com espuma de baunilha e redução de frutos do bosque e ovos-moles em massa folhada e redução de moscatel.
Apesar da noite ventosa esteve-se bem por aqueles lados.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O Charneco

Não se vai lá por acaso. O mais provável é estando por aqueles lados não resistir aos petiscos que O Charneco tem para oferecer.
Fica em Estômbar, entre Lagoa e Portimão, e trata-se de uma tasquinha muito simpática.

A ementa, ao jantar, é composta por sete pratos variáveis, de acordo com a época do ano e com o que se encontra disponível no mercado, e tem preço fixo, 25 euros, onde está tudo incluído, inclusive o vinho.
É daqueles restaurantes que facilita a vida aos indecisos. É só sentar e esperar que comecem a desfilar os pratos.
Em regra a ementa é composta por dois pratos principais precedidos por umas quantas entradas.
Quando lá estivemos começámos com um queijo, presunto, pão e azeitonas. De seguida vieram umas gambas algarvias cozidas com sumo de limão.
 

Ainda estávamos a saborear e foi-nos apresentada uma óptima salada de ovas de choco. Ainda com o deslumbre da novidade de saborear ovas de choco, aterraram na nossa mesa uns carapaus alimados com alho e azeite.

De seguida trouxeram umas lamejinhas que só com o cheiro nos conquistaram.

Quando já pedia que desapertássemos o botão das calças veio um arroz de peixe muito saboroso, embora podia estar um pouco mais cozido.

Fizemos uma pausa, viemos apanhar ar e consultámos o que ainda faltava vir. Borrego. Foi a resposta. É das poucas comidas que não como, a par de queijo, mas a anfitriã facilmente me convenceu a experimentar.
Apesar de barriga cheia e pouco fascinada, abri uma excepção e experimentei. Confirmo que é uma carne que não gosto mas consigo avaliar que estava bem confeccionada.
Por fim, o sector dos doces fez-se representar pelos D. Rodrigo e por um bolo de alfarroba.
Foi assim que desfrutámos de um belo repasto, num ambiente rústico, com reminiscência de tasca antiga, e descontraído, onde o serviço se pauta pela simpatia e eficiência.

domingo, 17 de junho de 2012

Culpados?

Estes últimos dias foram dias de SAL. Não, não me refiro ao condimento fundamental na confecção de qualquer alimento, mas antes ao festival de cinema Surf At Lisbon, que decorreu no cinema S. Jorge.
Aproveitando a presença por aqueles lados e depois de tentativa frustada - estava a decorrer um dos jogos do Euro2012 e a lotação estava esgotada - de comer uma pizza no quiosque Maritaca da Avenida da Liberdade, o grupo dividiu-se, e no nosso caso fomos até ao Guilty, um dos restaurantes do Olivier.
O verídito foi guilty. A razão foi a Inveja (pizza de mozzarela de búfala e manjericão) e a sentença o Inferno (pizza de salame picante e cebola frita).
Depois disto fomos apaziguar o espiríto ao Jardim Botânico e ao Jardim do Princípe Real onde decorreu a iniciativa Faz Música, respectivamente com jazz e música do mundo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Santo António

Ontem foi noite de Santo António. A noite mais animada e movimentada da cidade de Lisboa.
Adoro o mês de Junho em Lisboa e em particular esta noite, onde se sente uma efervescência, frenesim e ambiente especial.
A noite começou no Martim Moniz, com uma gastronomia pouco tradicional para este dia. Fomos aos novos quiosques / restaurantes, nomeadamente ao La Porota e ao Erva. O La Porota tem à frente um chileno mas oferece essencialmente comida peruana. Experimentámos uma causa de atum, um ceviche de pescada e umas empanadas de carne e peixe/camarão. Estava tudo bom, sobretudo a causa.

Bebemos aqui também a melhor sangria da noite. Na verdade a única de qualidade.
Nesta primeira paragem rematámos com um bolinho de chocolate e frutos silvestres do Erva.

Seguimos marcha pela colina da Mouraria / Castelo, que ainda estava calma e onde se afiança que

A paragem seguinte foi nas Portas do Sol, onde o ambiente já estava a aquecer e aproveitámos para comer a primeira sardinha.

O ponto seguinte foi as imediações do Largo de S. Miguel, em Alfama, onde comemos uma febra, sentimos os primeiros apertões à séria e o ambiente mais vibrante. Como é habitual, ou não fosse um dos arraiais mais tradicionais.

De seguida fomos até à Sé e atravessámos a Baixa até às colinas do lado oposto. Rumo à Bica.

Aqui com a folia no auge e o melhor ambiente acabámos a noite.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Festas de Lisboa

Na semana passada deu-se inicio às Festas de Lisboa. O espectáculo de abertura foi o Firebirds, um misto de teatro, arte de rua, pirotecnia e música, que decorreu entre os Restauradoures e o Rossio.
A noite estava quente, daquelas que por vezes são uma raridade no Verão, a puxar a uma comida e bebida fresca. Assim, antes do espectáculo decidimos deleitámo-nos com um sushi e uma sangria no ponto do Sushi Fashion.

Ontem o programa foi mais tradicional. Caracóis, sardinhas e farturas no Arraial da Sé, que a seguir deviam ter sido acompanhados por uns Fados no Bartô do Chapitô, não tivesse havido um erro de casting e o programa sido alterado para rock progressivo e psicadélico.
Mas quem se importa. Lisboa está em festa.