quarta-feira, 20 de junho de 2012

O Charneco

Não se vai lá por acaso. O mais provável é estando por aqueles lados não resistir aos petiscos que O Charneco tem para oferecer.
Fica em Estômbar, entre Lagoa e Portimão, e trata-se de uma tasquinha muito simpática.

A ementa, ao jantar, é composta por sete pratos variáveis, de acordo com a época do ano e com o que se encontra disponível no mercado, e tem preço fixo, 25 euros, onde está tudo incluído, inclusive o vinho.
É daqueles restaurantes que facilita a vida aos indecisos. É só sentar e esperar que comecem a desfilar os pratos.
Em regra a ementa é composta por dois pratos principais precedidos por umas quantas entradas.
Quando lá estivemos começámos com um queijo, presunto, pão e azeitonas. De seguida vieram umas gambas algarvias cozidas com sumo de limão.
 

Ainda estávamos a saborear e foi-nos apresentada uma óptima salada de ovas de choco. Ainda com o deslumbre da novidade de saborear ovas de choco, aterraram na nossa mesa uns carapaus alimados com alho e azeite.

De seguida trouxeram umas lamejinhas que só com o cheiro nos conquistaram.

Quando já pedia que desapertássemos o botão das calças veio um arroz de peixe muito saboroso, embora podia estar um pouco mais cozido.

Fizemos uma pausa, viemos apanhar ar e consultámos o que ainda faltava vir. Borrego. Foi a resposta. É das poucas comidas que não como, a par de queijo, mas a anfitriã facilmente me convenceu a experimentar.
Apesar de barriga cheia e pouco fascinada, abri uma excepção e experimentei. Confirmo que é uma carne que não gosto mas consigo avaliar que estava bem confeccionada.
Por fim, o sector dos doces fez-se representar pelos D. Rodrigo e por um bolo de alfarroba.
Foi assim que desfrutámos de um belo repasto, num ambiente rústico, com reminiscência de tasca antiga, e descontraído, onde o serviço se pauta pela simpatia e eficiência.

domingo, 17 de junho de 2012

Culpados?

Estes últimos dias foram dias de SAL. Não, não me refiro ao condimento fundamental na confecção de qualquer alimento, mas antes ao festival de cinema Surf At Lisbon, que decorreu no cinema S. Jorge.
Aproveitando a presença por aqueles lados e depois de tentativa frustada - estava a decorrer um dos jogos do Euro2012 e a lotação estava esgotada - de comer uma pizza no quiosque Maritaca da Avenida da Liberdade, o grupo dividiu-se, e no nosso caso fomos até ao Guilty, um dos restaurantes do Olivier.
O verídito foi guilty. A razão foi a Inveja (pizza de mozzarela de búfala e manjericão) e a sentença o Inferno (pizza de salame picante e cebola frita).
Depois disto fomos apaziguar o espiríto ao Jardim Botânico e ao Jardim do Princípe Real onde decorreu a iniciativa Faz Música, respectivamente com jazz e música do mundo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Santo António

Ontem foi noite de Santo António. A noite mais animada e movimentada da cidade de Lisboa.
Adoro o mês de Junho em Lisboa e em particular esta noite, onde se sente uma efervescência, frenesim e ambiente especial.
A noite começou no Martim Moniz, com uma gastronomia pouco tradicional para este dia. Fomos aos novos quiosques / restaurantes, nomeadamente ao La Porota e ao Erva. O La Porota tem à frente um chileno mas oferece essencialmente comida peruana. Experimentámos uma causa de atum, um ceviche de pescada e umas empanadas de carne e peixe/camarão. Estava tudo bom, sobretudo a causa.

Bebemos aqui também a melhor sangria da noite. Na verdade a única de qualidade.
Nesta primeira paragem rematámos com um bolinho de chocolate e frutos silvestres do Erva.

Seguimos marcha pela colina da Mouraria / Castelo, que ainda estava calma e onde se afiança que

A paragem seguinte foi nas Portas do Sol, onde o ambiente já estava a aquecer e aproveitámos para comer a primeira sardinha.

O ponto seguinte foi as imediações do Largo de S. Miguel, em Alfama, onde comemos uma febra, sentimos os primeiros apertões à séria e o ambiente mais vibrante. Como é habitual, ou não fosse um dos arraiais mais tradicionais.

De seguida fomos até à Sé e atravessámos a Baixa até às colinas do lado oposto. Rumo à Bica.

Aqui com a folia no auge e o melhor ambiente acabámos a noite.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Festas de Lisboa

Na semana passada deu-se inicio às Festas de Lisboa. O espectáculo de abertura foi o Firebirds, um misto de teatro, arte de rua, pirotecnia e música, que decorreu entre os Restauradoures e o Rossio.
A noite estava quente, daquelas que por vezes são uma raridade no Verão, a puxar a uma comida e bebida fresca. Assim, antes do espectáculo decidimos deleitámo-nos com um sushi e uma sangria no ponto do Sushi Fashion.

Ontem o programa foi mais tradicional. Caracóis, sardinhas e farturas no Arraial da Sé, que a seguir deviam ter sido acompanhados por uns Fados no Bartô do Chapitô, não tivesse havido um erro de casting e o programa sido alterado para rock progressivo e psicadélico.
Mas quem se importa. Lisboa está em festa.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Areias do Seixo | Lugar da Horta

De prenda de aniversário recebi o livro Papa Quilómetros. Uma caminhada pela gastronomia portuguesa, do cozinheiro jugoslavo mais português, Ljubomir Stanisic.
Curiosamente e por mera coincidência o jantar do meu aniversário decorreu no sítio onde se passa o primeiro capítulo do livro, no Hotel Areias do Seixo, em Santa Cruz, mais propriamente no restaurante Lugar da Horta.

O hotel, o restaurante, todo o espaço é encantador, sofisticado mas simultaneamente despretensioso, original, de um charme, beleza e tranquilidade única. Materiais como a pedra, o seixo, o vidro e a madeira dominam o espaço.
O restaurante, tal como o hotel, foi concebido numa lógica ecológica e sustentável, de reaproveitamento de materiais na sua decoração e aproveitamento dos recursos naturais na sua cozinha, tirando partido do que a terra e o mar oferecem. Muitos dos produtos utilizados na elaboração dos pratos – frutas, legumes, ervas aromáticas - vêm da estufa e horta biológica que existem no espaço do hotel. Os outros, carne e peixe, vêm de pequenos produtores locais de forma a ser garantida a sustentabilidade.
 



O repasto que se apresentou foi um trio de entradas – bruscheta, pimentos padrón e ovos mexidos com legumes da horta, uma garoupa grelhada no carvão acompanhada com legumes da horta e um risotto de peixe com camarão.
Porque o Lugar da Horta para além de restaurante, de forma harmoniosa, é também bar e mercearia (com oferta de produtos como vinhos, azeites, compotas, ervas aromáticas, chás), terminámos a noite no bar, junto à salamandra, convidativa no dias mais frios. Este espaço convida a uma bebida e uma boa conversa prolongada.
Nos dias mais quentes a opção é tirar partido do terraço com vista sobre o pinhal, as duas e o mar.
Seja no interior ou no exterior estás-se muito bem neste recanto a Oeste.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

1300 Taberna

A Lx Factory, em Alcântara, localiza um conjunto de boas apostas gastronómicas. Os gelados do Chef Nino, as saborosas pizzas do Mesa, a comida acessível do Lx Cantina, o toque asiático do Malaca Too, os mil e um eventos do Kiss the Cook, o guloso bolo de chocolate da Landeau.
Estas eram as ofertas que conhecia até recentemente. Faltava-me descobrir uma das últimas jóias, a 1300 Taberna.
Com uma atmosfera criativa e descontraída, pontuada de reminiscências industriais, este restaurante apresenta uma cozinha contemporânea apoiada nas raízes portuguesas. A filosofia é apostar em produtos nacionais, de qualidade, biológicos e sazonais.

Estivemos lá ao almoço e as escolhas recaíram entre o bitoque, com óptimo aspecto, e o menu do dia, composto por uma agradável caldeirada à 1300 e um óptimo bolo de cenoura com gelado de coco, como sobremesa. A acompanhar bebemos um tinto Monte Cascas, uma aposta da casa e uma das minhas favoritas. 










Pela comida e também pelo espaço é seguramente um local a voltar.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Peixe em Lisboa 2012

O Peixe em Lisboa é sempre um momento alto na minha agenda.
Apesar de ser um evento algo elitista, enche-me as medidas. Gosto do formato, da comida, do ambiente, do espaço - embora goste mais da opção Pavilhão de Portugal (a varanda é arrebatadora).
Apesar da edição deste ano apresentar menos restaurantes, os suspeitos do costume estão presentes. Refiro-me aos meus preferidos. 100 maneiras, José Avillez, Umai e Vítor Sobral à cabeça.
Dos 10 restaurantes presentes experimentámos algumas das ofertas de 6 deles.
Do Avillez degustámos as já conhecidas Vieiras marinadas com abacate e os simples e saborosos “Brioches” de sapateira.
Da Peixaria da Esquina deleitámo-nos com um divinal hamburguer de bacalhau.
Experimentámos o simpático Laksa lemak, massa com marisco, criação do Paulo Morais do Umai.
Divertimo-nos a saborear os pirolitos de lulas com maionese de coentros do G-Spot, anunciados como um dos sucessos do Peixe em Lisboa 2012.
Degustámos um fantástico Mil Folhas de Bacalhau e Esmagado de Batata Doce do Spazio Buondi da Justa Nobre.
Por fim, optámos por umas simples mas sempre saborosas lapas grelhadas e andámos à luta com uns búzios gratinados da Tasca do Joel.
Lamentavelmente, em falta ficou por experimentar o aparentemente muito atractivo cachorro quente do mar com pão de algas e maionese de ouriço. Ljubomir Stanisic, espero que invistas de novo nesta oferta para o ano.
Lá estarei, sem falta, para deleitar-me, com este pitéu e com muitos outros.