segunda-feira, 7 de maio de 2012

Areias do Seixo | Lugar da Horta

De prenda de aniversário recebi o livro Papa Quilómetros. Uma caminhada pela gastronomia portuguesa, do cozinheiro jugoslavo mais português, Ljubomir Stanisic.
Curiosamente e por mera coincidência o jantar do meu aniversário decorreu no sítio onde se passa o primeiro capítulo do livro, no Hotel Areias do Seixo, em Santa Cruz, mais propriamente no restaurante Lugar da Horta.

O hotel, o restaurante, todo o espaço é encantador, sofisticado mas simultaneamente despretensioso, original, de um charme, beleza e tranquilidade única. Materiais como a pedra, o seixo, o vidro e a madeira dominam o espaço.
O restaurante, tal como o hotel, foi concebido numa lógica ecológica e sustentável, de reaproveitamento de materiais na sua decoração e aproveitamento dos recursos naturais na sua cozinha, tirando partido do que a terra e o mar oferecem. Muitos dos produtos utilizados na elaboração dos pratos – frutas, legumes, ervas aromáticas - vêm da estufa e horta biológica que existem no espaço do hotel. Os outros, carne e peixe, vêm de pequenos produtores locais de forma a ser garantida a sustentabilidade.
 



O repasto que se apresentou foi um trio de entradas – bruscheta, pimentos padrón e ovos mexidos com legumes da horta, uma garoupa grelhada no carvão acompanhada com legumes da horta e um risotto de peixe com camarão.
Porque o Lugar da Horta para além de restaurante, de forma harmoniosa, é também bar e mercearia (com oferta de produtos como vinhos, azeites, compotas, ervas aromáticas, chás), terminámos a noite no bar, junto à salamandra, convidativa no dias mais frios. Este espaço convida a uma bebida e uma boa conversa prolongada.
Nos dias mais quentes a opção é tirar partido do terraço com vista sobre o pinhal, as duas e o mar.
Seja no interior ou no exterior estás-se muito bem neste recanto a Oeste.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

1300 Taberna

A Lx Factory, em Alcântara, localiza um conjunto de boas apostas gastronómicas. Os gelados do Chef Nino, as saborosas pizzas do Mesa, a comida acessível do Lx Cantina, o toque asiático do Malaca Too, os mil e um eventos do Kiss the Cook, o guloso bolo de chocolate da Landeau.
Estas eram as ofertas que conhecia até recentemente. Faltava-me descobrir uma das últimas jóias, a 1300 Taberna.
Com uma atmosfera criativa e descontraída, pontuada de reminiscências industriais, este restaurante apresenta uma cozinha contemporânea apoiada nas raízes portuguesas. A filosofia é apostar em produtos nacionais, de qualidade, biológicos e sazonais.

Estivemos lá ao almoço e as escolhas recaíram entre o bitoque, com óptimo aspecto, e o menu do dia, composto por uma agradável caldeirada à 1300 e um óptimo bolo de cenoura com gelado de coco, como sobremesa. A acompanhar bebemos um tinto Monte Cascas, uma aposta da casa e uma das minhas favoritas. 










Pela comida e também pelo espaço é seguramente um local a voltar.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Peixe em Lisboa 2012

O Peixe em Lisboa é sempre um momento alto na minha agenda.
Apesar de ser um evento algo elitista, enche-me as medidas. Gosto do formato, da comida, do ambiente, do espaço - embora goste mais da opção Pavilhão de Portugal (a varanda é arrebatadora).
Apesar da edição deste ano apresentar menos restaurantes, os suspeitos do costume estão presentes. Refiro-me aos meus preferidos. 100 maneiras, José Avillez, Umai e Vítor Sobral à cabeça.
Dos 10 restaurantes presentes experimentámos algumas das ofertas de 6 deles.
Do Avillez degustámos as já conhecidas Vieiras marinadas com abacate e os simples e saborosos “Brioches” de sapateira.
Da Peixaria da Esquina deleitámo-nos com um divinal hamburguer de bacalhau.
Experimentámos o simpático Laksa lemak, massa com marisco, criação do Paulo Morais do Umai.
Divertimo-nos a saborear os pirolitos de lulas com maionese de coentros do G-Spot, anunciados como um dos sucessos do Peixe em Lisboa 2012.
Degustámos um fantástico Mil Folhas de Bacalhau e Esmagado de Batata Doce do Spazio Buondi da Justa Nobre.
Por fim, optámos por umas simples mas sempre saborosas lapas grelhadas e andámos à luta com uns búzios gratinados da Tasca do Joel.
Lamentavelmente, em falta ficou por experimentar o aparentemente muito atractivo cachorro quente do mar com pão de algas e maionese de ouriço. Ljubomir Stanisic, espero que invistas de novo nesta oferta para o ano.
Lá estarei, sem falta, para deleitar-me, com este pitéu e com muitos outros.

Dervixe - Pedaço Turco em Lisboa

Não é charmoso nem requintado. Antes pelo contrário, é informal e muito simples. De tal forma, que a sua atmosfera transporta-nos para aos restaurantes/cafés simples do interior da Turquia.
A autenticidade adensa-se com a falta de simpatia da empregada que, embora portuguesa, consegue transmitir a ideia generalizada, e talvez preconcebida, de pouca simpatia do povo turco.
No que respeita à comida, optámos pelo brunch, composto por ovo (mexido ou cozido), tomate, azeitonas, queijo turco, pão turco, compota, mel, burek e chá turco. Bebemos ainda um salep, bebida à base de baunilha e canela, e degustámos um mix de sobremesa, composto por bolo turco com passas, baklava e gelado de baunilha.
Apesar da opção ter recaído sobre o brunch a carta pareceu-nos bastante atractiva, bem composta por especialidades turcas e a preços muitos acessíveis, à semelhança do brunch que fica por 5 €.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Forneria Estado Líquido

É no Largo de Santos que se localiza a Forneria Estado Líquido.
A especialidade são as pizzas. Não as italianas mas sim as paulistanas. A massa é igualmente fina, tem tomate e mozarella mas o que diferencia é que os ingredientes são temperados à parte.
Experimentámos uma, a Veneza, com abobrinha, que é o mesmo que dizer courgete, e tomate seco. Estava simplesmente divinal.
Mas como para além das pizzas a oferta faz-se também de risottos, carpaccios e saladas, decidimos investir no risotto paulistano, composto por beringela, courgete e frango. Não atingiu a escala qualitativa da pizza mas estava saboroso.
O espaço apesar de pequeno é muito acolhedor e agradável, muito por conta da decoração cuidada e elegante.

Quinoa

Nestes dias de pré-Primavera com aroma a Verão apeteceu-nos algo condizente.
Apostámos numa quinoa com courgete e cenoura.
A quinoa é uma planta originária da América do Sul, mais concretamente das terras altas dos Andes. Curiosamente, depois de gradualmente ter deixado de ser usada após a ocupação espanhola e de ter sido substituída pelo consumo de trigo e cevada, apenas nas últimas décadas do século XX é que voltou a ser cultivada e consumida em larga escala.
Pela sua composição é considerada, pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, um dos alimentos mais completos e funciona na alimentação como um substituto do arroz.

Doce História

No Princípe Real, quase a chegar ao Miradouro de S. Pedro de Alcantâra, localiza-se a Doce História.
Trata-se de um pequeno espaço dedicado à tradição da doçaria conventual. Ali pode-se encontrar diversas especialidades de todo o país, incluíndo ilhas. No dia em que lá fomos havia, entre muitos outros doces, queijadas da Graciosa, beijinhos de freira, bola de figo, queijadas de noz e misto de alfarroba.
Ficámo-nos por estes últimos dois. Mais do que dizer que não desiludiram, importa afirmar que estavam extraordinários.