sábado, 8 de fevereiro de 2014

Jogo de Sabores | Macarons da Arcádia

"Ponho no forno
Um bolo de maçã
Calor e alegria
Nesta tarde.
Calorias, bem vês,
Moldam-me o corpo
São vestes,
São reversos
São afagos.
 
Acumulo-te em mim
Em quilos de farinha,
De açúcar, de ternura
De opressão
 
O que sei fica tão longe
Do que sinto
E a noite é tão profunda
Que me minto
A toda a hora
Em cada decisão."
 
Isabel Fraga, in "A Música das Esperas"
 
O exercício, gostoso, foi receber a caixinha, abrí-la e desvendar os sabores dos maravilhosos macarons da Arcádia, a clássica confeitaria do Porto, que recentemente chegou também a Lisboa.
Falhei o sabor de um dos macarons, provavelmente o mais difícil, o que tem recheio de Vinho do Porto Cálem (o castanho na fotografia).
 
Dos outros, de menta/hortelã, limão, maracujá, canela e laranja, descobri com facilidade os aromas.
Como procuro a excelência, repetirei de forma a aprimorar o paladar.

Pizzaria do Bairro

Os ingredientes são todos portugueses, com excepção da farinha, que é italiana. Tal como os donos, embora italianos de origem albanesa. O irmão é o pizzaiolo de serviço, a irmã responsável pela gestão do espaço, assim como do recentemente inaugurado Vestigius, virado para o rio e contíguo à Pizzaria do Bairro.
Os espaços ficam no Cais do Sodré, colados à estação de comboios e ao terminal dos barcos.
Logo que se entra no pequeno espaço da Pizzaria do Bairro os sentidos são activados. O cheiro é contagiante. E a vista, para o balcão dominado pelos tabuleiros com as pizzas, igualmente irresístivel.
As pizzas são ao corte (al taglio) e, como já referido, todas com ingredientes portugueses, pelo que espinafres, grelos, bacalhau, requeijão compõem algumas das pizzas.
Experimentámos a de bacalhau com espinafres e broas, a de atum, tomate e cebola e a de vários chouriços.
Todas maravilhosas.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Asian Style Food

O fim-de-semana foi tempo de rebastecimento de alguns produtos orientais no supermercado Chen, no Martim Moniz.
Para além dos clássicos dim sum,

resolvi adquirir cogumelos enoki frescos, duas massas japonesas, uma udon e a outra de chá verde, e também uma massa coreana.

Fiz logo os cogumelos enoki salteados com alho e alguns dos dim sum cozidos ao vapor. 
Refeição rápida e saborosa.

O Mundo das Conservas | Loja das Conservas

Inovação é uma palavra presente no léxico actual, nomeadamente quando se fala de economia. Aliar à tradição a inovação é um desafio, que nem sempre é alcançado com sucesso. Há no entanto sectores que se têm conseguido superar e reinventar. O das conservas é um deles.
Apesar de antiga e tradicional, a indústria conserveira teve um período de forte declínio. Até há bem poucos anos recorríamos às conservas para elaborar uma cozinha de sobrevivência (ou por não se saber cozinhar ou por não haver condições, económicas e logísticas, para tal). Actualmente tudo mudou.
Projectos recentes e inovadores, como o, já aqui falado, Sol e Pesca, e o Can the Can, entre outros, vieram-se juntar a outros mais tradicionais que conseguiram sobreviver ao longo dos tempos, como a Conserveira de Lisboa.
Através de uma imagem forte, apoiada num design retro, tão em voga, bem como através da reinvenção da utilização do produto, que é tanto utilizado na elaboração de entradas como de pratos principais criativos, assim como as preocupações de sustentabilidade de algumas marcas, nomeadamente a Santa Catarina, dos Açores, que viu o seu atum ser distinguido pela Greenpeace como o mais sustentável do mundo, fazem com que as conservas estejam definitivamente de volta e na moda.
Neste contexto de ressurgimento, no final de 2013, surgiu um novo projecto sob a chancela da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP), a Loja das Conservas, localizada na Rua do Arsenal.










A loja é a imagem de tudo o que se referiu até aqui, ou seja, é inovadora, atractiva e encantadora. Mas importa que a imagem seja acompanhada de conteúdo, que ali não falta. O espaço reúne 17 marcas de conserveiras nacionais, comercializando mais de 300 produtos, alguns dos quais anteriormente apenas disponíveis no mercado de exportação.
Para além da vertente comercial, a Loja das Conservas apresenta uma componente informativa através dos painéis que se encontram afixados pelo espaço comercial e que permitem perceber a dinâmica comercial e ter um maior conhecimento das conservas nacionais.
Obviamente que da minha visita a este fascinante espaço comercial não saí de mãos vazias. Trouxe três conservas, uma de filetes de cavala em azeite com picles da La Gondola, conserveira de Matosinhos, umas petingas picantes da Pinhais, também de Matosinhos, e uns filetes de cavala fumada da Comur, da Murtosa. Estes dois últimos produtos foram sugestão do simpático funcionário, que ainda me deu uma dica de como elaborar as cavalas fumadas.
Darei nota do resultado em breve.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Homemade Arabic Flavour

Hoje houve no ambiente caseiro um cheirinho a culinária árabe. 
Falafel com cuscuz, acompanhados com tomate cherry.
Uma delícia.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Talho | Quem Parte & Reparte e Não Fica Com a Melhor Parte...

O Talho. Parte & Reparte. Nome de restaurante e de talho. Local pouco apropriado para não carnívoros.
Feito o aviso prévio vamos prosseguir. Fomos ao restaurante mas logo à entrada passámos pelo talho, que aquela hora não estava no activo. Mas deu para perceber que tudo tinha um óptimo e organizado aspecto. 
O restaurante, tal como o espaço anterior, apresenta um ambiente bonito, agradável (apesar de barulhento) e moderno.
A carta é pouco extensa mas com opções atractivas. 
A refeição iniciou-se com o couvert, composto por várias espécies de pão, pasta de fígado, espuma de gão-de-bico e manteiga de alho e de tomate seco.
Prosseguiu com o amuse bouche de codorniz com puré de castanha, macio e gostoso.
De pratos principais vieram para a mesa umas muito bem conseguidas chamuças de pato com risotto de quinoa.
Não um senhor, mas sim uma senhora solicitou o "O Sr. quer alheira?", que consiste numa alheira elaborada no forno e envolta em massa kadaif, acompanhada por arroz de grelos e ovo com serradura de farofa. Estava igualmente muito boa.
Tivemos ainda oportunidade de experimentar o Burguer d' O Talho, acompanhado de batatas fritas aos palitos, salada e ovo com serradura de farofa. A carne apresentou-se com elevada qualidade.
De sobremesa deliciámos o sentido visual e o paladar. Solicitámos o "ovo estrelado", uma simulação do real mas composto por uma espuma de arroz doce com amêndoas torradas e um puré de manga a recriar a gema, que quando rompido desliza tal qual a gema crua num ovo estrelado. Soberbo em todas as dimensões.
Não fossem os preços praticados, este restaurante do Kiko Martins, que conheci com as crónicas "Comer o Mundo" do jornal  Expresso, seria um local a regressar com alguma regularidade pela qualidade apresentada.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Sol e Pesca | Cais do Sodré

No epicentro da diversão nocturna do Cais do Sodré, a Rua Nova do Carvalho, também conhecida como rua cor de rosa pelo pavimento pedonal ter sido pintado desta cor, existem diversos bares e restaurantes.
Um desses bares/restaurantes, que teve honras de ser incluído no roteiro do Anthony Bourdain, pelas mãos dos Dead Combo, aquando a gravação do seu No Reservation em Lisboa, é o Sol e Pesca.
Estivemos lá recentemente ao almoço longe da azáfama nocturna.
Num espaço que perpétua as memórias locais ligadas à pesca, vislumbram-se, como decoração, canas, iscos, redes, anzóis, bóias e outros artefactos ligados à pesca, assim como prateleiras carregadas de conservas. As conservas são as maiores protagonistas da casa, uma vez que a oferta de petiscos baseia-se nelas.
Neste local, ideal para petiscar a qualquer hora do dia, temos ao nosso dispor uma panóplia de conservas de diversos produtos e marcas. Servem para preparar os petiscos mas também para adquirir e levar para casa. Escolhemos as duas modalidades.
Para casa trouxemos filetes de atum com batata doce da marca Santa Catarina (S. Jorge, Açores), sangacho de atum também produção de Santa Catarina e filetes de truta em vinho branco da Comur (Murtosa).
No local comemos sardinhas temperadas com tomate, pimento verde e cebolinho sobre brôa,
umas originais e maravilhosas anchovas com maçã regadas com laranja e perfumadas com tomilho fresco
 
e muxama, conhecido também como "presunto de atum", já que se trata de finas fatias de lombo de atum curado, acompanhada de pão.

Está-se bem no Sol e Pesca.