quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Lollipop ou o Looping da Vida

Lollipop. De salmão, com rúcula, pão com sementes e molho de iogurte grego.
Uma das ofertas mais emblemáticas da Pekaria, a padaria do Ljubomir Stanisic, o chef dos 100 maneiras.

A sensação por vezes é que a vida é um looping. Há momentos em que ficamos de cabeça para baixo, sem norte e tudo parece estar ao contrário. Sentimos gelo no coração e frio na barriga. Mas também sentimos adrenalina. E quando voltamos à base o sentimento é tão reconfortante e saboroso como o de comer um lollipop.
E nesses momentos estamos prontos de novo para cantar como a Violeta Parra e a Mercedes Sosa, entre outros, gracias a la vida que me ha dado tanto.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Hindu Style

No templo Hindu Radha Krishna, na Alameda Mahatma Gandhi, em Telheiras, existe um cantinho onde é possível saborear comida vegetariana indiana. Trata-se da cantina do complexo religioso, que fica junto ao parque de estacionamento do mesmo. Aí chegando é só seguir o olfacto.
Á entrada há uma vitrine com vários acepipes e aperitivos indianos para venda e vê-se algumas pessoas a prepararem umas bolinhas que futuramente servirão de alimento.
Continuamos e entramos na sala principal, onde são servidas as refeições e onde também se percebe que por vezes se transforma num espaço para festividades.
O conceito é escolher uma mesa, pegar no tabuleiro em inox que está previamente colocado sobre a mesa, dirigirmo-nos até uma mesa onde estão dispostas as várias opções do menu do dia e servirmo-nos ao nosso gosto. O menu do dia em que por lá estivemos era composto por sopa, salada, arroz basmati, bolinhas de grão, papari e dois pratos, um com grão e outro com milho, ervilhas e tofu. As várias opções faziam-se acompanhar de três molhos picantes para temperar a comida, já de si também picante. Trouxe apenas o de malaguetas verdes com iogurte.


Na mesa está previamente uma garrafa de água (muito útil) e um chaas, uma bebida de iogurte salgada com especiarias e ervas. A acidez da bebida, dizem, porque não experimentei, ajuda a cortar o picante. Para este efeito recorri sobretudo aos chapatis que são servidos, acabados de fazer e quentinhos, com frequência pelo empregado.
A refeição terminou com uns doces óptimos e perfeitamente equilibrados no açúcar. Registei apenas o nome do mais amarelo. Jabeli e é preparado com farinha de trigo, manteiga clarificada, óleo, iogurte natural, amêndoas, pistáchios e cardamomo. O outro, de identidade desconhecida, era igualmente óptimo.
Namastê.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Chocolataria Equador | Lisboa

Aqui há uns tempos falámos nela a propósito de uma ida ao Porto, agora a Chocolataria Equador desceu até à capital.
Originalmente da Invicta foi com agrado que recentemente recebi a notícia da abertura de uma loja em Lisboa, na Rua da Misericórdia.
O espaço mantém o encanto da casa mãe, o design das embalagens continua a fascinar e as propostas continuam igualmente saborosas.

Tabletes de chocolate preto, branco, de leite, preto com gengibre, preto com caril, preto com recheio de cereja, bombons diversos, macarons, trufas, sombrinhas, cacos de chocolate, são algumas das múltiplas opções.


 







Nada como uma visita para adoçicar a vida.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Chá das 5 | As Vicentinas

Quando o amor está na ordem certa e antes de virar ao contrário e passar a Roma, que na verdade não é nada mau.










É assim por vezes na vida e, agora, o interior da Casa de Chá de Santa Isabel, também conhecida como as Vicentinas, uma casa desde sempre ligada a obras de beneficiência social, primeiro através da Casa de Nossa Senhora do Amparo e, actualmente, pela ligação à paróquia de Santa Isabel.
Sítio bom para beber um chá, comer bolos, como o de maçã e canela,

o doce de ovos ou


os tradicionais scones.

Hua Ta Li - Viagem até à China

Tofu com ovos dos cem anos (Pi Dan Doufu).
 Línguas de pato (Jiao Yan Ya She).
 Massa de passagem de ano com porco lacado (Jiang You Rou Nian).
Sopa de algas (Hun Dun Tang).
Uma refeição algures na Ásia?
Não, algo bem mais próximo. Na Chinatown lisboeta, também conhecida como Martim Moniz.
Tivemos oportunidade de experimentar algo exótico bem no coração de Lisboa, no Hua Ta Li, o restaurante dos donos da mercearia com o mesmo nome e no mesmo bairro. 
O restaurante, situado no 5º andar do Centro Comercial da Mouraria, é frequentado essencialmente por chineses. No dia em que lá estivemos só nós e o empregado que nos serviu é que não eramos do país do Confúcio. Ainda assim o empregado também era asiático, nepalês mais concretamente, pelo que torceu o nariz a algumas das nossas escolhas. Umas aceitamos a sugestão de abdicar, outras como as línguas de pato e o tofu com ovos dos cem anos (que desperdiçámos a oportunidade de comer na viagem que fizemos recentemente ao Laos) mantivemos com toda a convicção. E não nos arrependemos.
Doses generosas e paladares exóticos, a preços muito em conta.
Vale a pena para quando queremos viajar sem sairmos da nossa cidade.
Voltaremos para outras viagens e para experimentarmos o fondue chinês (à base de vapor e cozidos em água) à discrição que foi a opção de todos os restantes clientes presentes

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cozido à Portuguesa | Era Um Jantar Para Uma Pessoa...

A sinopse é simples. Era um jantar para uma pessoa. No final fomos cinco...e ainda sobrou comida.
Na 6ª feira uma amiga estava com vontade de comer cozido à portuguesa. Foi às compras e já se sabe que, não sendo um prato fácil de fazer para apenas uma pessoa, adquiriu mais do que necessário. Resolveu ligar a convidar para irmos jantar por haver excesso de oferta. Comparecemos. Mais quatro pessoas do que o suposto inicialmente.
Mesa farta.
 
Arroz, feijão, grão (a lembrar o cozido espanhol em consideração à descendente de espanhóis presente),
 
couves, cenoura, batata, nabo,
 
orelha, chispe, carne de porco, frango
 
carne de vaca, farinheira, chouriço de sangue, chouriço de porco preto, morcela.
 
No fim ainda houve um portentoso e delicioso bolo de chocolate.
Não faltou nada. Apenas espaço no estômago para que não sobrasse comida.

Quinta do Portal | Douro

Em final de época das vindimas lembrar o extraordinário armazém de envelhecimento de vinho da Quinta do Portal, em Sabrosa.
Desenhado pelo arquitecto Siza Vieira, o edifício, muito bem integrado na paisagem do Douro, alia tradição e inovação. Isso é vísivel na arquitectura e na escolha de materiais da região, como o xisto, a pedra utilizada nos muros de suporte dos socalcos e a cortiça.
A Quinta, que se dedica à produção do vinho do Porto, do Douro, moscatel e espumantes, por todas as razões, vale uma visita.