segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pizza Pazza - Pedralva

Agora que o Verão parece cada vez mais distante fica a recordação de um clássico do meu período estival por terras meridionais.
Pizza Pazza, a pizzaria situada na encantadora aldeia de Pedralva, objecto de um processo acelerado de gentificação nos últimos anos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Julgo que estive pela primeira vez na pizzaria e em Pedralva há uns 10 anos, no ano em que abriu portas pela primeira vez. De lá para cá praticamente não falhei um Verão por lá. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
À época já havia o terraço, ex-libris do espaço, mas com uma configuração diferente. Predominavam as mesas compridas. Mas não havia ainda a sala de cima, que permitiu abrigar a cada vez maior procura.
Nessa altura a aldeia não estava recuperada nem era tão procurada como actualmente. Mas o encanto estava todo lá. A paz da envolvente e as cores do final do dia sempre remeteram para momentos paradísiacos e mágicos. Ainda mais acentuados pelas pizzas...as pizzas, que sempre foram maravilhosamente saborosas.
Numa noite de Setembro, quando já ninguém dispensava o casaco, fomos surpreendentemente brindados novamente com as noites quentes e aproveitámos a esplanada como nas melhores noites do pico do Verão. Não conseguimos a melhor mesa, aquela que motiva esperas de mais de uma hora, mas conseguimos uma mesa na esplanada, que não é conquista fácil sem marcação.
A comida foi, claro, pizza. De atum e de salame. De sobremesa uma torta de amêndoa, ao nível da qualidade das pizzas. Excelente.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esteve tudo perfeito. A lua que esteve presente pode confirmar.
Até breve.

domingo, 13 de outubro de 2013

Novo Bonsai | Sob o Signo do Cinco

Há mais de 15 anos experimentei pela primeira vez a gastronomia japonesa. A escolha do restaurante para inaugurar esta experiência foi óbvia. Na época havia muito poucos restaurantes japoneses em Lisboa, mas um destacava-se e ainda por cima o dono era uma figura que nos era familiar. Falamos do Novo Bonsai e do mister Shintaro Yokochi, pai do melhor nadador português de sempre, Alexandre Yokochi, e, à época, também treinador de natação, pelo que era uma figura com quem nos cruzávamos com frequência pelos cais de piscina.
Não me recordo a razão - o restaurante estava cheio ou fechado - acabámos por fazer a nossa estreia na cozinha japonês noutro restaurante, uma casa de massas japonesas na rua Monte Olivete, Príncipe Real, não muito longe da primeira escolha.
Vem esta história para dizer que só recentemente entrei pela primeira vez no Novo Bonsai, na Rua da Rosa, agora com outra gerência.
Fomos lá por ocasião de uma celebração especial e tivemos oportunidade de degustar uma tradicional gastronomia japonesa, diferente da cozinha de fusão apresentada na maioria dos restaurantes japoneses em Lisboa. Sentimos ainda mais o ambiente japonês porque ficámos num separé, com mesas baixas sobre tatami.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A oferta da carta vai para além do clássico sushi e sashimi, ao apresentar várias propostas ao estilo izakaya, que significa tasca em japonês.
A nossa escolha iniciou-se com uma saborosa sopa de miso.
Pedimos ainda um tártaro de carapau, prato típico junto dos pescadores japoneses, e que apresenta uma combinação perfeita entre a frescura do picadinho do carapau e o sabor mais intenso do cebolinho.
Umas deliciosas bolinhas de polvo, acompanhadas com uma maionese e no ponto certo da fritura.
Uns surpreendentes croquetes de soja verde.
Um agradável tofu braseado
e um clássico sushi salmão Califórnia.
De sobremesa comemos um tiramisu de chá verde e batata doce no forno com gelado de baunilha.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Perfeitas. Tal como toda a noite.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Yum Cha Garden

Foi em meados dos anos 80 do século passado que pela primeira vez fui a um restaurante chinês. O restaurante tinha aberto há puco tempo no Centro Comercial do meu bairro, a Portela, e os meus pais rapidamente se tornaram clientes habituais e conhecidos do dono, pelo que durante anos frequentemente íamos jantar aquele espaço, que julgo ainda existir.
Foi também nessa época, ou talvez um pouco mais tarde, que começaram a surgir de uma forma massificada os restaurantes chineses por Lisboa. Apesar da sensação que se tinha de serem todos mais ou menos iguais, o gosto pelos restaurantes chineses passou a ser generalizado, até porque se vivia numa época em que Lisboa era pouco cosmopolita e a presença dos restaurantes chineses dava um toque de novo, exótico e de abertura ao mundo.
Á época, de todos os restaurantes que existiam, destacava-se o Dragão de Ouro - cujo dono é pai de um ex-colega meu de natação, que apresentava uma cozinha verdadeiramente chinesa. Este restaurante apesar de ainda existir não apresenta o protagonismo do passado.
Depois, já mais recentemente, deu-se o declínio dos restaurantes chineses muito por conta das suspeitas de falta de higiene nas cozinhas dos mesmos.
Actualmente é pouco frequente ouvir alguém dizer que vai jantar comida chinesa, quer pela imagem negativa que persiste como por a oferta ter diminuído substancialmente (muitos foram reconvertidos em “japoneses”). Mas como tudo, nem todos são maus. Quando se destacam restaurantes, na zona de Lisboa, com comida chinesa original invariavelmente se fala, primeiro, no restaurante do Casino do Estoril, o Mandarim, no Grande Palácio Hong Kong e no restaurante Yum Cha Garden, em Oeiras.
Já conhecia os dois primeiros e recentemente, aproveitando a estada da minha mãe a banhos na linha do Estoril fui experimentar o último, que tal como o Grande Palácio Hong Kong apresenta essencialmente comida cantonesa.
 
Numa zona residencial como tantas outras, o Yum Cha Garden, passa completamente despercebido.
No entanto, uma ida até lá é verdadeiramente compensadora a nível gastronómico. Com uma carta bastante extensa, apresenta uma grande diversidade de dim sum, alguns deles diferentes do que estamos habituados.
Experimentámos medusa, algo inusitado mas com um sabor bem agradável;
uns agradáveis crepes de manga e camarão;
 
uns raviolis de tubarão, que nos souberam lindamente, pois para além de óptimos é sempre preferível sermos nós a comermos o tubarão do que o contrário;
um interessante e surpreendente inhame frito, que mais parecia uma explosão de textura e sabor;
 
uns gulosos pãezinhos de porco e
uma competente galinha com caju.
 O Yum Cha Garden revelou-se uma óptima aposta. A voltar, certamente.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Babete Gastrobar

Há tempos que estávamos para ir ao Babete Gastrobar, na Calçada do Duque. Recentemente, fomos até lá, numa noite de Verão ventosa e demasiado desagradável para usufruirmos da esplanada.
 
Optámos assim pelo interior cheio de cores e espelhos a darem amplitude ao espaço. As paredes pintadas remetem para os quadros naïfs que estão à venda na zona do Pelourinho, em Salvador da Bahia. As cadeiras, cada uma da sua forma e cor, dão ainda mais alegria ao espaço.

A comida é simples, ao estilo das que se vende nos botecos brasileiros.
Resumindo, como os responsáveis do estabelecimento se gostam de catalogar, estamos perante um estilo brega/hype/chique.
Gastronomicamente falando, a nossa atenção e escolha recaiu na secção dos petiscos. Decidimos pedir uma polenta frita com maionese de alho e manjericão,
 
um Dedo de Prosa, que é um conjunto de salgadinhos compostos por kibes, coxinhas de frango, rissóis e croquetes
 
e um Saudades da Bahia, pratinho com acarajés.
 
Na escolha havia claramente um denominador comum. Tudo era frito. Apesar de conscientes dessa situação, a fome, que era muita, e também as outras opções da carta (quase tudo frito e forte) não ajudaram a que houvesse um maior equilíbrio.
Na verdade, tudo nos soube bem mas no fim o nosso organismo começou a reagir a algo que há muitos anos não tinha uma presença tão avassaladora.
As dores de estômago passaram mais tarde com um limoncello, excelente digestivo para estes momentos.
Entretanto o estômago pede tempo até voltarmos a uma dose semelhante de fritos.

Doces Tailandeses

Os portugueses têm fortes responsabilidades na culinária tailandesa. Muitos dos principais ingredientes base foram introduzidos por mercadores e missionários portugueses e espanhóis após a chegada ao sudeste asiático. Muitos desses produtos foram trazidos do Novo Mundo, tais como os tomates, batatas, chillies, papaias, ananás, batata doce, amendoim, entre outros.
Para além da introdução de ingredientes fundamentais, os portugueses foram responsáveis também na inclusão de técnicas de cozinha, nomeadamente na doçaria.
O uso da gema em algumas sobremesas tailandesas é uma herança portuguesa, há sobremesas que são semelhantes aos doces de ovos e outras usam fios de ovos, como a khanom buang,  um género de panqueca com coco e fios de ovo, que  comemos sempre que nos cruzámos com ela. Deliciosa.
  

Outro doce que diversas vezes degustámos, tanto em Bangkok como, anteriormente, no Laos foi o kanom krok. É basicamente uma mistura de massa de farinha e creme de coco cozido numa panela com concavidades em fogo de carvão. No fim é colocado um pouco de cebolinho e é servido numa folha de banana.


Ambos os doces se encontram com facilidade nas ruas e são uma perdição.
Quem deixa boas heranças? Nós, os portugueses.

Instantes Gastronómicos | Bangkok

Jaca, fruta gigante de cheiro forte e desagradável mas de sabor agradável.

 Durian, fruto parecido no aspecto com a Jaca.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pronto a comer.










 Peixes e camarão secos
 
 
 
 
 
 
 
 
Ofertas da Chinatown de Bangkok
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Legumes

Frutas "deslocadas"

 Peixaria

 Chás e outras infusões