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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Rio Maravilha | Cá e Lá


O Rio é bonito pra caralho”, diz Paulo Lins. Também digo. Toda a torcida do Flamengo diz. 
Ainda assim, para reforçar, está escrito lá no último andar de um edifício da Lx Factory, onde em tempos foi a sala de convívio da Companhia de Fiação Lisbonense e atualmente é o Rio Maravilha, o novo restaurante do chef Diogo Noronha. Melhor, gastrobar, porque ali a comida e a bebida têm a mesma importância e andam de mãos dadas, com a cumplicidade em alta.
Lá no alto lembramos o Rio (de Janeiro) Maravilha e bate uma saudade. Mas cá em baixo e ao fundo, lembramos que o nosso rio (Tejo) é também uma maravilha, mesmo num dia de temporal. Chega de saudade, como dizia Jobim, pois vivemos igualmente numa cidade lindíssima, digo eu.


A vista é fantástica e ampla. O espaço, com as reminiscências industriais, é igualmente magnífico. A decoração, muito criativa e inventiva, transporta-nos para os trópicos, sem deixar de preservar a memória industrial.



A carta - que tem como layout a ficha dos funcionários da antiga fábrica, também o procura fazer, com a miscigenação de ingredientes e conceitos (a designação “sanduba” leva-nos directamente para o Polis Sucos de Ipanema e ficamos doentes de saudades).
Na ausência do lingueirão (alho francês e molho nivernaise) e das ostras (e algas na brasa), por conta da intempérie dos últimos tempos, a opção recaiu no entremeio com novilho, algas e maionese de ostras, na roulade de cavala, puré de cenoura assada e molho piccata e na açorda de sapateira.
Como parzinho, escolhemos dois cocktails, uma divertida margarita com framboesas e Peta Zetas, para relembrar os velhos tempos de vício das saltitantes gulosas, e um suave Gin Fizz de tangerina.


A ideia do entremeio pareceu-me boa, mas pecou por a carne estar fria e pelo excesso de maionese. Este prato é servido nos cestinhos onde se servem os pastéis nos botecos do Rio .


A roulade de cavala foi a nossa melhor escolha. Excelente em tudo. No sabor, texturas, conjugação de ingredientes e composição. Nota 10.


Tinha altas expectativas em relação à açorda de sapateira, que, no entanto, foram defraudadas. Achei o prato demasiado líquido e enjoativo. Além disso, o pimento padron no topo, não me pareceu acrescentar nada ao conjunto.



Quanto às bebidas, apesar de ambas serem boas e imaginativas, contribuem para que o preço final dispare e não esteja em conformidade com a oferta. Mas esse é o preço que se paga quando se está num espaço hip e trendy, ainda mais com uma vista maravilha.
Voltaremos seguramente num final de tarde e à noite, para aproveitar o que me pareceram as maiores mais-valias. O espaço e a vista.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Quando a Cidade Entra por Nós - Panorama

A primeira sensação quando se chega ao último andar do quarto edifício mais alto de Lisboa é que a cidade entra por nós adentro. É uma invasão boa e deslumbrante.
É assim que nos são dadas as boas vindas no restaurante e bar Panorama, no Hotel Sheraton de Lisboa, o qual foi durante muitos anos, desde 1972 a 2000, o edifício mais alto da capital.
Com uma vista soberba de 180º sabe bem acabar a tarde por estes lados. Os nossos olhos alcançam desde a colina da Graça, mais a nascente, até Monsanto, mais a poente, e nos entretantos o Castelo de S. Jorge, a Baixa, a colina do Príncipe Real, as Amoreiras e como pano de fundo o rio Tejo, a sua ponte e a "outra banda".
Por estes dias é possível, diariamente, entre as 16h e 20h, beber um Gin Bulldog acompanhado por sushi.
Foi assim, descontraidamente e com um visual imperdível, que acompanhámos o declinar do sol e deixámos a noite vir.