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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Meia-Maratona Por Madrid

Madrid, final de Abril de 2015.
As previsões apontavam que a Primavera iria retroceder ao Inverno. Precisamente no momento que justificou a nossa ida à capital espanhola, isto é, à hora da EDP Rock ‘n’ Roll Madrid Maratón & 1/2. Mas nada abalaria a nossa primeira internacionalização. O objectivo era cumprir, e foi, os 21 km da meia-maratona que decorreram pelas ruas de Madrid, sempre com o apoio entusiasmante dos madrilenos.
Uma vez que qualquer atleta que se preze tem cuidado com a alimentação, esta vertente não foi descurada, pelo que fizemos também uma meia maratona gastronómica em Madrid.
Assim, no pré-corrida o primeiro abastecimento gastronómico foi ainda no recinto onde levantámos os dorsais da corrida, no qual a organização do evento preparou uma Pasta Party.
O 2º abastecimento deu-se no Mercado de San Miguel. Este abastecimento foi composto por diversas tapas, tábua de queijos, presunto, vermute e  vinho tinto.
Ainda que tenha sido um abastecimento rico e saboroso, sentimos necessidade de, umas centenas de metros à frente, reforçarmos a energia com os churros com chocolate quente da Chocolateria de San Ginés.
Um pouco mais tarde, fizemos o penúltimo abastecimento gastrónomico pré-corrida no Yakitoro. Este restaurante, próximo da Gran Via e a caminho da Chueca, é propriedade do mediático cozinheiro Alberto Chicote, que apresenta um programa de comida na televisão espanhola.
Inspirado na tradicional taberna japonesa de yakitori (espetadas), o restaurante apresenta uma cozinha de fusão muito apoiada na confecção na brasa com carvão, dispondo para o efeito de vários grelhadores no meio do restaurante.
Com um interior descontraído, muito bonito e criativo (destacam-se as mesas com área de refrigeração de bebidas) , o Yakitoro é o sítio ideal para ter uma refeição saborosa e partilhada.
O menu está dividido em temas em função da origem dos ingredientes base dos pratos. Assim, há as opções Da Terra, Da Água, De La Finca e De la Granja, para além das Yakibokatas, pequenas sanduiches, e as sobremesas.
Da Terra saboreámos dados de berenjenas en tempura com miso rojo y pimentón e setas shitakes frescas, salsa de ajo cocido y virutas de bonito seco ahumado (2ª foto em baixo).
Do Mar pescámos e deliciámo-nos com tataki de atún con ajo blanco (foto de cima prato mais à direita e em cima), ceviche de corvina com cilantro, aji amarillo y su leche de tigre,
buñuelo de bacalao com mahonesa de yuzu y chili,
e Yaki-Shabu de salmón com salsa agripicante.
Directamente De la Finca para a mesa veio um pollo frito crujiente con salsa agridulce cañí.
E De la Granja degustámos albóndigas picantes de pollo y tocineta ibérica,
e umas deliciosas entrecostillas de buey wagyu lacadas a la brasa.
Deliciámo-nos ainda com uma yakibokata de tiras de ternera com salsa barbacoa ibérica.
De sobremesa rejubilámos com um gelado de morango e wasabi com bolacha de gengibre e crumble de maçã com gelado de baunilha.
Já no dia seguinte, cerca de uma hora e meia antes da meia-maratona fizemos o último abastecimento pré-corrida num bar junto ao nosso hotel. Aquela hora, naquele espaço, estava congregada a fauna humana mais diversa possível. Por um lado, os atletas que daí a pouco tempo estariam a correr pelas ruas de Madrid, por outro, os notívagos que aquela hora da manhã continuavam a festa da noite e a beber cervejas. Provavelmente estes últimos, quando os primeiros, nós, começaram a correr estavam a lavar os dentes para se irem deitar. A diversidade a reinar.
21 km percorridos em passo contínuo, umas vezes mais firme do que outras, terminámos felizes pela concretização do objectivo desportivo a que nos propusemos e de termos sido parte deste belo e emocionante evento desportivo.
Depois de palmilharmos a cidade a correr, continuámos o périplo de outra forma. Depois das energias dispendidas, fomos fazer o primeiro abastecimento pós-corrida ao Mercado de San Ildefonso, na Calle Fuencarral.
Este mercado, num estilo trendy, é um dos mais recentes de Madrid. Ali, repusemos energias com vários petiscos.

Tostas de anchovas e pimentos, tostas de bacalhau, tostas de salmão e abacate,
entrecosto, ovos com cogumelos, ovos com chouriço,
umas magníficas ostras.
Tudo delicioso.
Depois de um passeio pela cidade e da visitação à exposição de Raoul Dufy no Museu Thyssen, fomos até à Plaza Santa Ana para fazermos o último abastecimento, numa hamburgueria, antes de regressarmos para Portugal.
Isto de fazer duas meias-maratonas num fim-de-semana só está ao alcance dos grandes atletas. Fomos grandes. Muito grandes.

quinta-feira, 20 de março de 2014

StreetXo - Experiência Madrilena

No 9º, e último, piso do El Corte Inglés do Callao, no espaço Gourmet Experience, com Madrid aos nossos pés, está inserido o StreetXo.
Trata-se de um gastrobar de inspiração asiática desenvolvido pelo chef espanhol David Muñoz, que recebeu recentemente a terceira estrela Michelin pelo seu restaurante madrileno, também de influências asiáticas, DiverXo.
O StreetXo mantém a matriz da cozinha de Munõz: influência asiática, aliada a elementos tradicionais, com um toque de vanguarda. Mas ao contrário do DiverXo, que apresenta alta cozinha de luxo, no StreetXo a tendência é a cozinha de rua, embora com técnicas de alta cozinha, a preços acessíveis.
Não se trata de um restaurante formal. É antes um pequeno espaço, ao estilo do que se encontra nos espaços de restauração dos centros comerciais. Mas não, não se pense que é banal como todos os outros.
Aqui a cozinha, que está aberta aos olhos de todos, é o centro de tudo. A ladeá-la há um balcão a toda a volta para quem quer comer e ver, de camarote, o espectáculo dos cozinheiros a trabalharem. A envolver-nos, para além da frenética dança culinária em primeiro plano, temos a música em alto volume que nos contagia energicamente.
É um espaço ao estilo do chef. Rebelde e irreverente.
Sobre a ementa. Dá vontade de experimentar tudo. Na impossibilidade decidimo-nos pelo equilibrado tataki de peixe manteiga na brasa,
pela magistral  e inesquecível "caballa” na brasa com yuzu-miso
e pelo memorável "saam” de panceta ibérica na brasa, com mexilhões de escabeche, cogumelos shitakes.
Assistimos à confecção e ao empratamento (ou melhor ao “toalhamento” porque na maior parte dos casos a comida é disposta directamente em cima dos toalhetes de papel dos tabuleiros), depois segue-se uma explicação de um dos cozinheiros sobre os ingredientes que compõem os pratos e como deve ser comido.
Depois...é a pura degustação. A quantidade não é muita, mas o aspecto dos pratos, o sabor e a qualidade dos ingredientes são tão boas, que nos deliciamos e ansiamos pela repetição da experiência.

Álbora | Madrid

No elegante bairro madrileno de Salamanca localiza-se o restaurante Álbora. Constituido por dois pisos, o primeiro para tapear e picar e o de cima que acolhe o restaurante propriamente dito, apresenta uma atmosfera moderna e elegante.
Eleito como a quarta melhor barra madrilena de 2013 pelo crítico Carlos Maribona, do blogue Salsa de Chiles, do jornal ABC, o Álbora apresenta uma cozinha tradicional revisitada.
A nossa intenção era tapear e foi isso que fizemos.
As nossas escolhas foram orientadas pelo simpático empregado que nos serviu. Por um lado, foi positivo, mas, por outro, condicionou as nossas escolhas. Pelo que, os pintxos, que constam na ementa apresentada no site do restaurante, que tanto nos tinham deslumbrado ficaram por experimentar.
Sendo que um dos proprietários do restaurante é José Gómez (Joselito), estivemos na casa do declarado melhor presunto do mundo. Pelo que começámos a refeição com um presunto Joselito de 2009. Finamente cortado, apresentou-se igual a si próprio, com grande qualidade.
Experimentámos uma salada de tomate, espargos e bonito, bem e generosamente  temperada com um azeite de grande qualidade.
Deliciámo-nos com umas azeitonas verde temperadas com cebola e tomate.
De seguida passámos para os, muito cremosos, croquetes de presunto,
para as empadas recheadas de carne ibérica e
para as setas salteadas.

De forma a equilibrarmos o excesso de fritos, que os nossos organismos já não estão habituados, terminámos a refeição com torrija caramelizada e gelado de banana e com uma infusão de frutas vermelhas com gelado de baunilha.
Foi uma boa refeição, mas sem muitos deslumbres.

sábado, 15 de março de 2014

Mercado de San Antón | Madrid

Começou por ser, no século XIX, um mercado ao ar livre. Em 1945 foi construído o primeiro edifício. Nos anos 90 do século XX as mudanças de hábitos de consumo fizeram com que entrasse em decadência. Em 2007 é demolido o velho edifício, para em 2011 ser inaugurado o edifício actual. 
Esta é a biografia resumida do Mercado de San Antón, situado na Chueca, em Madrid.
Tal como o Mercado de San Miguel, já referido neste espaço, este mercado foi incluído no Plano de Modernização e Dinamização dos Mercados de Madrid da responsabilidade do Ayuntamiento de Madrid, com o objectivo de adaptá-lo aos novos tempos.
Assim, o novo mercado apresenta um modelo misto, isto é, para além dos pontos de venda apresenta   diversos espaços de restauração, sejam de gastronomia formal ou informal, baseada em tapas.
 
Dividido em 3 pisos, num espaço que sobressaí pela organização, limpeza, beleza e modernidade, podemos encontrar frutaria, venda de legumes,
 
talho, charcutaria, peixaria,
doçaria, padaria, conservas, pontos para tapear.
 
No último andar há um restaurante com um terraço-lounge, que apresenta uma cozinha de mercado e oferece a possibilidade de se escolher os produtos no mercado, para os mesmos serem cozinhados ao nosso gosto.
Todo o espaço do mercado é apetitoso e de um bom gosto enorme.