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terça-feira, 23 de julho de 2013

Coconut Garden | Luang Prabang

A nossa primeira refeição em Luang Prabang foi no Coconut Garden, restaurante situado na rua principal da cidade.
Com uma atmosfera descontraída, apresenta uma sala e uma ampla esplanada. A temperatura agradável que se fazia sentir contribuiu para que a nossa opção recaísse no espaço exterior.
 
Para fazer a estreia pela gastronomia do Laos optámos por um menu de degustação composto por uma omelete com endro e outras ervas frescas,
 
sopa de cubos de frango e repolho,

frango com ervas envolto em folha de bananeira e cozido ao vapor,
 
vaca salteada com cebola e ligeiramente picante, 
 
 vegetais salteados com molho de ostra,
 
arroz pegajoso (sticky) e concassée de tomate e chilli grelhado.

Pedimos adicionalmente outra sopa picante com vegetais e porco e

 carne de búfalo.
Por fim, comemos uma salada de frutas com alguns frutos típicos daquela zona do planeta como a fruta do dragão, banana, manga.
Destaque para a carne de búfalo e carne de vaca salteada com cebola.
Foi um bom início e confrontámo-nos com uma boa amostra da oferta que viriamos a ter nos dias seguintes.

Baguete

O Laos, a par do Vietname e do Camboja, fez parte, até 1954, do território colonial francês conhecido como Indochina.
Ficaram algumas marcas dessa influência, nomeadamente na arquitectura e na gastronomia. Um elemento que está frequentemente presente - nas ruas, em alguns cafés e restaurantes - é a baguete, símbolo francês por excelência.
Experimentámos esta "instituição" em Vientiane, na House of Fruit Shake, e em Luang Prabang, no Le Café Ban Vat Sene.
Na capital para além de uma extensa oferta de baguetes, o estabelecimento apresenta um infindável número de opções de sumos e smoothies. Conjugação perfeita, uma baguete e um smoothie. Ainda mais quando são de qualidade, como era o caso.


Na antiga capital real do Laos, Luang Prabang, chegámos tranquilamente ao Le Café Ban Vat Sene de bicicletas com cestinho à frente enquanto o céu ameaçava desabar. 
 
Entrámos e sentámo-nos numas cadeiras de vime junto a umas mesas de estilo antigo por baixo de uma ventoinha de tecto  e deixámo-nos envolver pela atmosfera colonial.
Á semelhança de Luang Prabang, este café apresenta um charme único e ali o tempo corre devagar. Pedimos umas baguetes, tarteletes e uns sumos naturais frescos para apaziguar o calor e humidade que fazia lá fora. Enquanto isso começou a chover, como só chove nos trópicos. E nós tranquilamente continuámos a falar do estado do mundo e a desfrutar, sem pressa, a nossa refeição enquanto viámos a água diluvianamente a cair lá fora. Minutos depois não só tinha parado de chover como desaparecido praticamente qualquer vestígio dessa ocorrência climatérica.
Momentos mágicos e saborosos.

Noite Luso-Nipónica-Laociana

Algo improvável aconteceu. Nós, três portugueses fomos jantar a um restaurante de japoneses em Vientiane, Laos, e no fim o dono trouxe a conta e disse "obrigado".
A partir desse momento começou uma conversa em três línguas, inglês, português e japonês de forma a tentar perceber como surgiu aquele "obrigado".
Os donos do restaurante, um casal de japoneses, há 5 anos estiveram três meses em Portugal, a viajarem por Lisboa, Porto, Leiria, Madeira, redondo e Évora. Ficaram apaixonados pelo nosso país e ele decidiu aprender de forma autodidacta a nossa língua.
Após essa viagem regressaram e permaneceram no Laos, onde estão instalados há nove anos depois de o membro masculino do casal ter ido a este país fazer uma pesquisa no âmbito dos estudos de agricultura que estava a desenvolver e ter-se rendido ao ritmo tranquilo do Laos.
Nós, os três portugueses em viagem pelo Laos, uma das quais aprendiz da língua japonesa, fomos até ao restaurante por recomendação do guia Lonely Planet e do Jornal New York Times.
O local desta situação foi o YuLaLa, um restaurante pequeno e muito acolhedor no centro de Vientiane.
Á entrada deixamos os sapatos, para logo nos acomodarmos nuns almofadões junto a mesas baixas ou em mesas clássicas.
Na carta não se encontram propostas de sushi nem sashimi, antes sugestões baseadas numa cozinha de fusão Japão-Laos-França.
Pedimos uns bolinhos de tofu frito em molho de cogumelos e rabanete japonês,

uma das especialidades do chefe composta por frango e tofu frito com cenoura e hortícolas e molho de alho e soja,
e porco salteado com cogumelos e molho de rabanete japonês.

Tudo acompanhado por um arroz com legumes, uma Beerlao, a cerveja do Laos, e um ginger ale caseiro potentíssimo.

Terminámos a refeição com duas sobremesas, bolo de chocolate fondant e gelado de baunilha e cheese cake com molho de manga e laranja caseiro.

No fim, à conversa, percebemos que havia um pouco de Portugal na ementa, já que um dos vinhos da carta é o Castelinho do Douro. E soubemos ainda que em tempos esteve também presente um vinho alentejano do Redondo, que deixou de ser uma alternativa por dificuldades de importação.
Foi muito bom ter este encontro inusitado em que se cruzaram culturas.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sabores do Sudeste Asiático

Estivemos duas semanas pelo sudeste asiático, mais especificamente no Laos e na Tailândia (Bangkok). Por estas paragens, se o comodismo não se apoderar e não recorrermos, quando há hipóteses (no Laos há poucas), às cadeias internacionais teremos sempre direito a sabores bem diferentes dos habituais.
Por estas coordenadas os mercadis e a comida de rua são uma constante. Mas tivemos também oportunidade de desfrutar algumas refeições em ambientes mais sofisticados, como no Tamarind em Luang Prabang.
 
Foram dias de êxtase gastronómico, onde fomos presenteados por um festival de cores e sabores exóticos.