Mostrar mensagens com a etiqueta Festival. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Festival. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de abril de 2015

Peixe em Lisboa 2015

Abril é um mês bom. Mais uma vez decorreu o Peixe em Lisboa, evento gastronómico que já vai na 8ª edição. Procuro estar presente para ouvir alguma apresentação dos chefes e saborear as propostas dos restaurantes presentes.
Presenciei a apresentação do chefe argentino Mauro Colagreco, que trabalha em França, no restaurante Mirazur, o qual apresenta duas estrelas Michelin e ocupa a 11ª posição no “The World’s 50 Best Restaurants”.
De seguida, depois de uma ronda pela oferta gastronómica, deliciei-me com propostas de cinco espaços.
Assim, do Arola da Penha Longa, do chefe catalão Sergi Arola, degustámos e aprovámos a truta fumada, cebola roxa em vinagre de framboesa e puré de couve-flôr, prato com aparência de sobremesa.
Experimentámos e rejubilámos com o Puri de sardinha de conserva natural, tomate picante e ovas vegetais.
Das propostas de José Avillez saboreámos, num registo asiático, a Bifana vietnamita com camarão.
Da Cevicheria de Kiko Martins deliciámo-nos com o Taco de tártaro do talho com algas e ovas.
A Taberna da Rua das Flores e o Flores do Bairro do Bairro Alto Hotel, como vizinhos que se dão bem, participaram juntos e dividiram o mesmo espaço. Assim, das propostas do restaurante do André Magalhães, a Taberna, provámos a miomba de cação. Miomba, ancestralmente, era uma sandes de cachaço de porco, correspondente ao actual Prego. A Taberna da Rua das Flores fez uma fantástica reinterpretação com cação, mostarda e massa de pimentão.
Do restaurante vizinho, no Hotel do Bairro Alto, chefiado por Vasco Lello quisemos experimentar o Polvo “empanado”, mas entretanto esgotou. Devia ser óptimo.
Por fim, terminámos, em beleza, com duas propostas dos restaurantes do Vítor Sobral, o novo Muxama de salmão da Noruega e o clássico prego de atum. Divinais.
Esta edição ainda não terminou e já estou ansiosa pela próxima.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cozinha Popular da Mouraria | Cozinhas do Mundo

Foi no bairro mais multicultural de Lisboa, a Mouraria, onde estivemos para participar num dos seis jantares com cozinhas do mundo. Este evento decorreu na Cozinha Popular da Mouraria, que se associou ao festival de música Lisboa Mistura.
A Cozinha Popular da Mouraria é um projecto social, cívico e cultural, da iniciativa da fotógrafa Adriana Freire, que pretende envolver a população local em torno da cozinha, que pela sua linguagem universal permite criar interacções entre todas as comunidades locais.
A ideia dos jantares Cozi­nhas do Mundo – Mis­tura Popu­lar é dar a conhecer melhor diversas cozinhas do mundo. Das diversas possibilidades escolhemos a “cozinha bombástica do Médio Oriente” comandada por Dilma e Mali, respectivamente da Argélia, embora crescida na Palestina, e da Turquia.
Num ambiente descontraído e de interacção entrámos nos sabores do Médio Oriente.
De entradas (mezzes) deliciamo-nos com hummus, que é um prato à base de grão, tahin, alho, smac, servido em vários países do Médio Oriente;
Deleitámo-nos com Kabak mezesi, prato da Turquia, feito com curgete, iogurte e nozes;
 
Saboreámos Mtabal Betenjan, da Palestina, elaborado com beringela assada, iogurte, alho, tahin;
 
Encantámo-nos com Kofte de Lentilhas, de origem turca, que são bolinhos de lentilhas;
 
e sentimos a frescura do Cacik Mezze, que é servido em diversas partes do Médio Oriente, e feito com iogurte, pepino e menta.
 
Os pratos principais, ambos de origem palestina, foram Mjaddara, um prato vegetariano à base de tomate, batata e servido com salada árabe (pepino e tomate picadinho) e iogurte
 
e Kufta Bithinia (carne em molho de tahin).
As sobremesas, oriundas da Turquia foram Irmik Helvasi, sêmola com pinhão, e Kabak Tatlisi, abóbora cozida com calda de açúcar e nozes picadas.












 
Que viagem de sabores. Como bem sabe conhecer o mundo desta forma.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Os Olhos Também Comem | Perú

Dois dias depois de termos ido ao dia da Tailândia fomos experimentar os sabores do Perú.
O almoço começou com um apelativo cocktail à base de pisco, morango e lima.

Prosseguiu com a trilogia de causa, ceviche e tiradito como entrada.

O prato de peixe foi escabeche de pescado, acompanhado de batata doce assada.
O prato de carne foi lomo saltado com batata.

A finalizar, como sobremesa, foi mazamorra morada com um biscoito recheado de milho.
O mais cativante dos pratos apresentados foi a trilogia de entrada, com todos os elementos muito gostosos, apesar de algumas adaptações aos produtos originais, como o milho que acompanhou o ceviche.
No dia do Perú fizemos o programa completo e fomos ao final da tarde beber um pisco sour antes de visionarmos o interessante filme De Ollas y Sueños, que explora o sentimento de união que a culinária desperta nos peruanos e a oportunidade de desenvolvimento que oferece.
O filme documental foca desde a gastronomia mais simples elaborada na Amazónia até à cozinha desenvolvida em restaurantes de topo, como o de Gastón Acurio, assim como a importância das diversas formas de expressão culinária na  transformação do Perú em potência gastronómica emergente, com consequências directas no desenvolvimento económico e social do país.

Os Olhos Também Comem | Tailândia

A partir da associação dos sabores ao cinema, a Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa organizou durante o mês de Maio a segunda edição do Festival Os Olhos Também Comem.
Foram seis dias onde foram apresentados seis filmes e seis gastronomias de origens tão diversas como México, França, Estados Unidos da América, Macau, Tailândia e Perú.
As sessões diárias de cada país dividiram-se em três momentos, almoço baseado na gastronomia do respectivo país, degustações ao final do dia de especialidades locais, seguidas do visionamento de um filme relacionado com culinária.
Um dos dias em que estivemos presentes foi o da Tailândia. O almoço, elaborado sobre a coordenação de uma das chefs da Embaixada Tailandesa, foi composto por o amuse bouche Tod Man Koong (bolinhos fritos de camarão com massa de arroz frita e abacaxi), 
 
a entrada Tom Yam Gai (caldo de galinha e cogumelos picante e vinagrado),
 
o prato principal Pad Thai Koong (noodles fritos com camarão)
 
e a sobremesa Bua Loy Nam Khing (bolinhos de sêsamo em xarope picante de gengibre).
 
Todos os pratos estavam muito bem confeccionados, saborosos e com paladares exóticos. Destaque neste capítulo para o caldo de galinha e para a sobremesa, ambos a despoletarem uma explosão de sabores bem diferentes do comum.